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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Do amor por nós

Tudo bem, eu sou uma das primeiras a levantar a bandeira de "vamos nos amar, galera \0/!!!" Ok, mas vamos lá. 
Nos amar faz um bem danado a nós mesmas. Por me amar, tomo banho pra ficar cheirosa. Por me amar, escolho a minha melhor roupa pra sair. Por me amar, vou à academia, à faculdade, ao cinema, aprendo a cozinhar... e aí cresce a lista de coisas que faço para meu próprio bem,simplesmente por me amar. O perigo não está em se amar demais, o perigo está justamente na falta de amor. PARA O OUTRO!

Sou uma pessoa muito observadora, com um ar meio pateta, mas muito atenta ao que acontece a minha volta. E já vi cada coisa nesse mundão de Deus... Duas faltas de amor para com o outro me chamam muita atenção, e vejo acontecer várias e várias vezes; com pessoas muito próximas, não tão próximas e distante; mas vejo e sempre tento me colocar no lugar das pessoas... DAS.. devemos experimentar as duas posições.

Todo mundo ou já teve ou conhece alguém que já teve aquela amiga-não-tão-amiga-assim, pois é... já acompanhei um caso de perto em que a fulana X estava mal, triste e numa crise daquelas que vem tudo junto em todos os setores. A amiga Y que até alguns meses atrás jurava amor e pacto de irmandade; diante da crise da X, ao invés de confortá-la em sua dor e inventar coisas legais pra espantar a nuvem negra; não, ao contrario, cantarolava aos quatro cantos a felicidade e o bem estar maravilhoso de sua vida, rindo e gargalhando de quão a sua vida era um mar de rosas. Fala sério! Ninguém está fadado a ser triste porque seu amigo está triste; mas convenhamos, ninguém vai a um velório para dançar e cantar... se é que vocês me entendem. Nesse caso, ao meu ver, é um caso de baixa estima de Y, que precisa provar, mesmo na dor de X que está por cima.

Outro caso é típico masculino, pelo menos já vi se repetir várias vezes no círculo do sexo oposto. O rapaz M jura amor eterno a namorada A; diz que a ama, que não pode viver sem ela e aqueles floreios todos, que homem quando se diz apaixonado faz pra namorada. Pois então, esse mesmo rapaz M resolve que se enganou, ou pior que se precipitou ao declarar todo esse amor e que está confuso, precisa de um tempo e o resto nós mulheres já conhecemos, ou já aconteceu com a gente ou com alguém muito próximo... Pior é quando a namorada A já refeita sua vida, cruza com o rapaz M e esse diz que o tal tempo que ele pediu para ficar só (com outra) e refletir só serviu para reafirmar o seu amor que é maior que tudo, que ele foi um grande idiota quando a deixou escapar, que ela tem que entender essa confusão dele, afinal são novos, muita pressão e blá, blá, blá...

O final? Quem sou eu pra dizer se a amizade de X e Y deve acabar. Ou se A não deve aceitar M de volta; mal sei de mim. Nem sei como me sairia em situações assim, só sei de uma coisa... nos amemos sim. Mas vamos amar também a pessoa que está ao nosso lado; tenho certeza que se a gente amar quem está nos acompanhando, teremos mais cuidado ao pensar em magoar. Nos coloquemos no lugar da pessoa que está com a gente (mãe, tia, namorado, amiga, irmão) seja lá quem for... essa pessoa merece o mesmo respeito que você gostaria de ser tratado(a), com o mesmo amor, com o mesmo cuidado. Ai de mim se não souber amar aos outros. Vamos construir novas amizades, mas pelo amor de Deus, conservemos as antigas. É tão bom olhar pra trás e ver que aquele amigo da foto ainda está ao seu lado. Que seu grupo cresceu, que pessoas vieram e foram embora, mas que só levaram coisas boas, lembranças boas... isso vale para ex namorado e namorada também, hein.

Vamos amar nós mesmas sem esquecer do outro.
Paremos de olhar nosso umbigo e olhemo-nos nos olhos.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Da primavera de 2010

Moro em Belém -PA e aqui na minha cidade não costumamos muito perceber as mudanças das estações do ano. Em 2010 estive em Salvador - BA. Muitos caminhos me levaram até lá. Muitos caminhos me fizeram desistir de estar lá... com certeza fui muito feliz o tempo em que morei longe de casa. Apesar dos percalços dos caminhos e (des)caminhos; foi lá que eu (re)descobrir o Amavisse. 

Amavisse Ter um dia amado... (Hilda Hist)

Me encontrei e me perdi várias vezes naquela cidade, naquele turbilhão de pensamentos, sentimentos, sonhos, realizações e amor. Eis que surgiu a primavera. Em Salvador existe uma praça chamada 2 de julho (mais conhecida como Campo Grande); essa praça fica bem em frente ao teatro que eu trabalhava; e nessa praça existe umas árvores grandes que durante a primavera elas deixam cair sobre os transeuntes uma espécie de lã natural o que me dá a estranha sensação de estar nevando lã. Me encantei pela primavera.

Os acontecimentos desse período tiveram seu próprio ritmo. O início não foi doce, mas era só o início ainda teria uma estação inteira pela frente. Eis que com o tempo uma pessoa muito querida apareceu na primavera e me acompanhou até antes de chegar o verão. Essa pessoa me trouxe um presente enorme. Fez com que eu (re)descobrisse o prazer pela leitura. Sempre gostei de ler, não por acasso sou graduada em letras. Desde criança meus melhores presentes eram os livros, os de poemas em especial. Quando saio de casa sempre tenho um na bolsa, mas fazia um bom tempo que não dedicava uma tarde ou uma noite exclusivamente para a leitura.

Os dias da primavera foram passando e com o fim dessa estação terminaria também minha estadia em Salvador. Era uma mistura de grande sentimentos: saudade (dos que deixei e dos que iria deixar), medo (de chegar e de ir), Alegria (de voltar), tristeza (por partir), alegria (por partir), tristeza (por voltar)... se é que vocês conseguem entender. Eis que nesse turbilhão de novas sensações sou presenteada com um grande tesouro; um livro. HILDA HILST - DO DESEJO.

E foi com este livro que retomei o fascínio pelas letras. Um poema em especial me chama a atenção neste livro.

 O Canto 3 do Amavisse.






Hoje.Verão. Belém. Tempo chuvoso... volto-me para leitura dos poemas, contos, romances e cartas do tarot e volto também a vontade de escrever. Agora não mais específico. Agora só o que amo ou que um dia tive amado.