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domingo, 7 de agosto de 2011

O pequeno grande aviador e o planeta invísivel.


O pequeno aviador...
Jovens, adultos, adolescentes, crianças... Todos nós nos sentimos os pequenos aviadores do planeta invisível.  Quantas vezes escutamos a repetida frase “quem lê viaja!” Pois hoje me aproprio desta frase e repito que “quem assiste viaja”.  Estou falando do espetáculo teatral que esteve em cartaz esse fim de semana no teatro Claudio Barradas da UFPA.
O pequeno grande aviador e o planeta do invisível inspirado na obra de Saint Exupéry “O Pequeno Príncipe”. Mais do que uma livre adaptação do livro, o espetáculo é uma apropriação desta literatura universal entrelaçada à história pessoal dos atores, contando de maneira leve e divertida a história do aviador que cai no deserto e encontra uma criança. [1]
Quando cheguei para assistir o espetáculo, já havia me abastecido de várias ferramentas para tal função. Ler o pequeno príncipe, conhecer o blog e ler algumas críticas na internet. Mas, ao entrar no teatro, fui tomada por uma emoção tão forte. O espetáculo, em minha opinião, é um dos melhores por tudo. Primeiramente quero falar do texto. Um texto deliosamente composto por fragmentos do livro, mas que em nenhum momento deixa o público com aquela idéia de “estou vendo a história na íntegra”. Percebi que os atores não falam as frases clássicas “Você se torna eternamente responsável pelo que cativa”. “Cativar é criar laços”.  “Se você vem as quatro, desde as três começarei a ser feliz”, entre outras. Mas, mesmo sem expressar verbalmente a plateia é envolvida na narrativa de maneira contagiante e comovente; como a cena em que o pequeno príncipe vai arredando o banco, em que está sentado, várias vezes; convidando nossa memória a folhear o livro que a maioria de nós leu, em algum momento da vida, e encontrar a passagem em que o principezinho diz gostar muito do por do sol e que em seu planeta ele assiste a vários; bastando que para isso, ele afaste um pouco a cadeira.
Quem não leu o livro não ficou perdido na narrativa, pois a todo o momento, seja pela iluminação, cenário, figurino; a direção do espetáculo teve a preocupação de situar o espectador.
Por falar em direção não posso conter meus elogios a pequena grande Ana Marcelino que esteve à frente e em sua estreia como diretora. Já conhecia o trabalho de Aninha (como é carinhosamente chamada por seus amigos e conhecidos) como atriz e posso dizer que apesar de pequena, no tamanho e na idade, ela se torna gigante em cena e agora dirigindo só tenho a tecer elogios.
Para quem está em Belém e quiser conferir de perto esse espetáculo maravilhoso. A peça fica em cartaz até hoje às 20h. no teatro Claudio Barradas. O ingresso está custando R$ 10,00 com meia entrada para estudantes.
Direção Geral: Ana Marceliano
Produção: Alyne Góes
Dramaturgia: Ives Oliveira
Assistente Geral: Fábio Limah
Assessoria de Imprensa: Leandro Oliveira
Cenografia, Figurino, Iluminação e Visagismo: Ivanilde Silva e Rejane Lima
Confecção de Figurino: França Lima, Maria Ivete, Solange Maia e Telma Lima
Coreografia: Ives Oliveira e Renan Delmontt
Direção de Vídeo: Enoque Paulino e Krishna Rohini
Direção Musical e Trilha: Armando de Mendonça e  Luciano Lira
Letras: Antônia Costeseque, Armando de Mendonça e Luciano Lira
Música: Armando de Mendonça (escaleta, violino, violão, percussão e voz), Luciano Lira (voz e violão),Thainá Oliveira (percussão),Vittória Braun (voz)
Projeto Gráfico: Raissa Araújo (design), Starllone Souza (ilustração)
Curadoria: Anibal Pacha, Claúdio Dídima, Iara Souza, Olinda Charone e Wlad Lima

[1] De acordo com o blog do espetáculo opequenograndeaviador.wordpress.com

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Prêmio Braskem de Teatro baiano.



OK. Todo mundo sabe que sou paraense, mas não custa nada falar um pouquinho dos outros estados. Ainda mais da Bahia, onde morei durante 1 ano e trabalhei justamente com teatro.

Hoje quero falar sobre o maior prêmio do Teatro baiano o Braskem. Ontem foi dia de festa na Sala Principal do Teatro Castro Alves, a Noite de gala do teatro baiano, o Prêmio Braskem de Teatro.
Os prêmios foram distribuídos em oito categoria – “Espetáculo Adulto”, “Espetáculo Infanto-Juvenil”, “Direção”, “Ator”, “Atriz”, “Texto”, “Revelação” e “Categoria Especial” – A noite destacou homenagens a atores baianos já falecidos e nomes da nova geração muito conhecidos do público; como Vladimir Brichta, Lázaro Ramos e o grande homenageado da noite Wagner Moura.

O espetáculo Pólvora e Poesia de Fernando Guerreiro foi o grande campeão de indicações e ainda arrebatou o prêmio principal e o de melhor diretor.
Para melhor texto, categoria que me interessava muito. Quem levou o prêmio pra casa foi Paulo Henrique Alcântara, pelo texto de Partiste. Estava torcendo para Armido Bião e o espetáculo A gente canta Padilha. Partiste também concorria em “Espetáculo Adulto” e “Revelação”, pela atriz Margarida Laporte.
Na categoria Infanto-juvenil O Pássaro do Sol levou o prêmio. Estavam na disputa ainda os espetáculos Papagaio (meu favorito, um espetáculo maravilhoso e um texto muito bem escrito; tinha tudo pra levar), As aventuras do Maluco Beleza e Camila e o espelho.
Confira a lista completa dos vencedores do Prêmio Braskem de teatro baiano.
Ator: Fábio Vidal (Sebastião)
Atriz: Andrea Elia (As Velhas)
Texto: Paulo Henrique Alcântara (Partiste)
Revelação: José Jackson (direção) – Dois Perdidos Numa Noite Suja
Categoria Especial: Zebrinha (Coreografia) – Bença
Direção: Fernando Guerreiro (Pólvora e Poesia)
Espetáculo Infanto-Juvenil: O Pássaro do Sol
Espetáculo Adulto: Pólvora e Poesia
Parabéns aos premiados e saudade enorme dessa cidade linda... em breve estarei aí.
Beijos da Menina que não pisca nunca ; )